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Prefeitura de Diadema bloqueia projeto do MLB
Movimento cobra assinatura da prefeitura para projeto de 158 apartamentos; vereadores apoiam, mas divergências sobre invasão travam avanço do empreendimento
Por Rádio Serraria
Publicado em 27/11/2025 17:48 • Atualizado 28/11/2025 08:17
Diadema
Divulgação/Câmara Municipal de Diadema

Na Tribuna Livre da Câmara Municipal de Diadema, a coordenadora do Movimento de Luta dos Bairros (MLB), Cristina Damásio, fez um apelo em nome das famílias sem teto da cidade. “Estamos há 26 anos organizando trabalhadores e trabalhadoras, e há 18 anos lutando por este terreno”, afirmou. Segundo ela, o projeto habitacional "conquistado" prevê 158 apartamentos e já conta com financiamento do programa Minha Casa Minha Vida – Entidades. “Só falta a assinatura da prefeitura”, disse, denunciando que o Executivo municipal “se nega com todas as palavras a assinar”.  

O vereador Cabo Ângelo lembrou que a Câmara aprovou por unanimidade a doação de terrenos, incluindo o da Rua Canadá. “De todos os terrenos doados, apenas o MLB conseguiu avançar até a autorização para construir”, destacou. No entanto, ele questionou a invasão feita pelo movimento em outro imóvel da cidade. “Não estou dizendo que a prefeitura está correta, mas acredito que se o movimento fizer um gesto, a assinatura sai”, sugeriu.  

Já o vereador Reinaldo Meira adotou um tom mais crítico. “Se for cumprir a lei à risca, infelizmente o MLB está fora”, declarou, referindo-se à invasão de outro imóvel no município. Ele alertou que isso poderia levar à revogação da doação. Apesar disso, reafirmou apoio à causa: “Nós não somos contra o movimento, somos a favor da luta por moradia. O problema é a demora e a falta de vontade política”.  

O vereador Juninho do Chicão pediu cautela e equilíbrio. “Essa casa nunca se omitiu das suas atribuições”, disse, lembrando que todos os vereadores foram eleitos para defender o povo. Ele informou que o governo municipal já teria alugado provisoriamente um espaço para o movimento. “Falta apenas uma assinatura única. O governo está em negociação e precisamos aguardar os próximos passos”, afirmou, pedindo paciência para não intervir de forma precoce”.  

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